08 de maio de 2026

A CGI abriu o primeiro Centro de Excelência em IA em Portugal e vai contratar 100 especialistas por ano. Onde estão os talentos locais?

A consultora canadiana CGI inaugurou em Portugal o primeiro Centro de Excelência em IA agêntica e generativa, com 700 colaboradores. Prevê contratar 100 especialistas por ano. A procura por talento em IA está a explodir. A oferta de profissionais preparados, não tanto.

A CGI abriu o primeiro Centro de Excelência em IA em Portugal e vai contratar 100 especialistas por ano. Onde estão os talentos locais?

A CGI, consultora canadiana de TI presente em Portugal, inaugurou o primeiro Centro de Excelência em Inteligência Artificial do país, com foco em IA agêntica e IA generativa. O centro começa com 700 colaboradores e prevê contratar 100 novos especialistas por ano.

Isso são 100 postos altamente qualificados por ano, em Portugal, para uma empresa estrangeira que viu no país talento suficiente para aqui instalar infraestrutura estratégica.

A corrida ao talento em IA é real

Estes não são empregos de manutenção. São empregos de construção do futuro. E a competição por eles vai ser feroz. As universidades portuguesas não estão a produzir especialistas em IA ao ritmo que o mercado exige. Quem se antecipar na formação tem uma janela de vantagem real.

A Mastercard também está em Lisboa com 600 técnicos. O governo aprovou a Agenda Nacional de IA 2026-2030. Portugal está a posicionar-se como hub europeu de IA. O país tem a infraestrutura. Falta a massa crítica de talento local.

Para os trabalhadores da região

Se trabalha em qualquer área que envolva dados, processos, comunicação ou análise, a IA vai transformar a sua função. A questão não é se, é quando. Os que se anteciparão serão os que vão tirar partido desta transformação em vez de serem varridos por ela.

Na região de Rio Maior e Santarém, a NERSANT tem o projeto Líder+Digital e vouchers de 10.000 euros para transformação digital de PME. Recursos que existem. Empresas que não aparecem.